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RELATÓRIO DE ACTIVIDADES
ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DA FLOR DA MATA 1 / AUGI FF45 E FF46 2013/2015 A Direcção da Associação de Moradores da Flor da Mata 1, na sua dupla função de Direcção da Associação e de Comissão de Administração da AUGI FF 45 e FF46, vem submeter à Assembleia de Comproprietários o Relatório de Actividades de 2013/2015, nos termos do artigo 15.º, n.º 1, alínea d) da Lei n.º 91/95, de 2 de Setembro, com a redacção que lhe foi dada pela Lei 64/2003, de 23 de Agosto (Lei das AUGI). Durante o mandato de 2012 a 2015 a Direcção / Comissão de Administração eleita na Assembleia-Geral do dia 26 de Maio 2013, deu continuidade ao trabalho desenvolvido nos anos anteriores, nomeadamente no esclarecimento e tentativa de regularização de situações consideradas anómalas, em termos financeiros e em termos de divisão/atribuição da propriedade, e continuou a apostar no processo de ajustamento do Plano de Pormenor à nova disponibilidade de espaço da compropriedade, resultante da alteração do traçado da IC32, bem como no acompanhamento do processo de expropriação decorrente da construção da mesma via. Nesse sentido, foram desenvolvidas as actividades que a seguir apresentamos: Actividades de gestão corrente e de informação aos comproprietários
Infra-estruturas e Salubridade
Plano de Pormenor A definição das alterações a implementar ao Projeto de loteamento, decorrentes do desvio do traçado da IC32, continuou a constituir a principal área de actuação da Comissão de Administração durante este mandato, em articulação com os restantes Órgãos Sociais da Associação e da AUGI, por se tratar de uma peça fundamental do processo de reconversão. Neste âmbito foram desenvolvidas as seguintes actividades:
“Assim sendo, deverão ser mantidos, excecionalmente e, dados os compromissos existentes, os perfis transversais constantes da proposta de PP, conforme último parecer técnico ou, alternativamente, cumprir o perfil de passeio previstos no Decreto-Lei n.º 163/02006, de 08 de agosto, acima referido, até porque o cumprimento destes não inviabiliza a operação de reconversão, não impedindo a constituição de qualquer lote, apenas obriga ao recuo do muro ilegal existente e a diminuição da sua área, o que a própria Lei das AUGI promulga nos seus artigos.” Assim sendo, não serão admitidas quaisquer tolerâncias nas medidas dos passeios uma vez que a medida aceite já é uma exceção.
Apesar de todas as pressões realizadas no sentido de termos um parecer rápido, justificado pela necessidade da realização da Assembleia Geral de Proprietários, sucessivamente adiada na expectativa de um parecer favorável, eis que finalmente esse parecer é emitido em 07 de Janeiro de 2016, chegando ao nosso conhecimento oficiosamente em 27/01/2016, aonde em conclusão o seu indeferimento se deve ao facto de que a CMS, não concorda com a proposta de requalificação da linha de agua apresentada, entendendo que esta deverá manter-se tal qual se apresenta agora, alegando que a alteração proposta implica “uma alteração da morfologia do terreno existente, nomeadamente de arvores de grande porte”. Considerando que “ a solução apresentada não se encontra adaptada ao território...é aconselhável manter-se o traçado natural e meanderizado da linha de agua, fazendo-se apenas se necessário a limpeza e regularização do leito...” 28 Janeiro 2016, deslocamo-nos à sessão câmara aonde tivemos conversa informal com o Vereador Jorge Gonçalves, manifestando o nosso desacordo com o parecer, solicitando reunião urgente, que veio a realizar-se em 18 de Fevereiro, curiosamente no dia que recepcionamos de forma oficial o documento. Desta reunião saiu o compromisso de realizarmos a correcção do traçado em tempo de poder ser analisado em reunião de 10 de Março de 2016, com a presença dos técnicos da câmara, vinculando-os à solução apresentada ou a outra por eles sugerida. Depois de todas as diligencias efectuadas submetemos novamente o Projeto de loteamento no dia 5 de Abril de 2016.
Com a conclusão dos trabalhos do IC32, passada que está a fase negocial, sem que houvesse vontade por parte da Entidade Expropriante, na resolução extrajudicial, em parte devido também à intervenção de alguns comproprietários que se manifestaram “sendo proprietários não queremos ser representados pela AUGI” daquilo que durante os últimos anos pugnamos com o objectivo de minimizar os prejuízos causados pela alteração do traçado, passou-se ao passo seguinte, a pedido da AUGI de forma a termos uma conclusão em tempo, que permita, o não agravar da situação, evitando inclusive, pôr em causa o próprio processo de reconversão. Assistimos à notificação pelo tribunal duma parte dos proprietários, nomeadamente aqueles que fazem parte do prédio 31172, com a apresentação dum relatório de arbitragem, efectuado por Peritos contratados pela Entidade Expropriante, aonde era dado um prazo de vinte dias para contestarmos os valores apresentados; Procedemos às respectivas contestações, como AUGI e como AMFM1, pois nunca, de forma alguma, poderíamos concordar com o valor proposto, que minguou cerca de 50% , comparativamente com os valores apresentados na fase inicial e com os quais nos propusemos negociar sem sucesso, Como consequência da contestação apresentada, o Tribunal determinou nova peritagem, razão pelo que no decorrer do ano 2014 foram os proprietários novamente notificados com o resultado desta nova avaliação.
Áreas de Cedência Como é do conhecimento dos Senhores Comproprietários e de acordo com a informação disponível, as áreas de cedência da Urbanização continuam na posse de um dos membros que dirigiram a Associação até ao ano de 2001 e que ainda não se disponibilizou para as entregar, contrariando as deliberações da Assembleia Geral. Esta situação é considerada abusiva e inadmissível pelos actuais Órgãos Sociais e pela grande maioria dos comproprietários, conforme tem sido manifestado em várias Assembleias, dificultando significativamente o esclarecimento da divisão/atribuição da propriedade.
Considerações Finais Neste Relatório, procurámos dar a conhecer aos Senhores Comproprietários as actividades desenvolvidas nos últimos 2 anos e os progressos havidos no processo de reconversão urbanística da nossa compropriedade. Todas as tarefas foram realizadas com o máximo rigor que estava ao nosso alcance e sempre com toda a honestidade, transparência e numa perspectiva de diálogo com os Comproprietários que nos deram o prazer do seu contacto. Na nossa opinião, tomámos as decisões que nos pareceram mais adequadas para resolver as questões com que nos fomos deparando, tendo em vista o bem comum. Esperamos ter correspondido às expectativas de todos os que há cerca de dois anos nos deram o “seu voto de confiança”. Terminamos, apresentando os nossos agradecimentos aos restantes membros dos Órgãos Sociais, designadamente, Mesa da Assembleia-Geral e Conselho Fiscal / Comissão de Fiscalização, bem como à Dr.ª Arminda Neto, ao Dr. Lino Correia e ao Arquitecto António Albuquerque, por todo o apoio que prestaram a esta Comissão.
Flor da Mata 1, Maio 2016
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